Uma coisa que sempre gostei de fazer foi ler, não que eu leia 20 livros por ano, mas desde criança adorava. Meu pai me disse que no meu primeiro dia de aula eu estava feliz da vida porque finalmente iria aprender a ler; reza a lenda que eu antes de aprender a ler olhava para as figuras e inventava uma histórinha para elas. Porém ao crescer eu fui deixando um pouco o gosto por isso de lado, a internet surgiu, a tv a cabo surgiu e logicamente eu preferia ficar assistindo desenhos e jogando o cd de 500 jogos do sega a ficar sentada quietinha lendo um livro. Algo que tinha feito eu perder um pouco o gosto pela leitura eram os livros que a escola passava, odiava todos eles, leitura chata, histórias chatas, prazos (nossa como eu tenho ódio por prazos – ok não deveria ser designer por causa disso iauhaiuhaiuah) para as provas, nunca esqueço de um que tive que ler um chamado “Grávida aos 14 anos” que livro podre, “Depois daquela viagem” nossa que tortura odiei todos… Nossa como a escola estraga os alunos! Os que têm talento pra desenho são reprimidos, os que gostam de escrever são mal compreendidos, no final das contas a escola só quer que você aprenda exatas, maldita herança da ditadura militar… Ok saí do foco, voltando, mas por conta disso passei muito tempo sem sentir prazer em ler até que um dia em 2007 estava passeando por uma livraria em Brasília e vi um livro com uma capa linda, eram as costas de uma mulher tatuada e se chamava Cobras e piercings, de uma escritora japonesa chamada Hitomi Kanehara. Fiquei tão hipnotizada pela capa que não pude deixar de levar, mesmo sem ler a sinopse. Comecei a ler no dia seguinte e nossa que leitura intensa, a história é cuspida, não tem introdução, conclusão, em metade de um dia terminei de ler, amei está no meu top 10. Tudo bem que era um livro relativamente pequeno, mas me prendeu. Depois disso voltei a procurar coisas novas para ler, nas aulas de literatura começava o realismo, Dom Casmurro (clássico dos clássicos), modernismo,… A literatura começava a ficar interessante, comecei a querer ler os livros de filmes que gostava como Laranja Mecânica, Bonequinha de luxo e voltei a sentir prazer em ler. Ler (e entender),na minha opinião, enobrece uma pessoa, me sinto muito feliz quando algum amigo se interessa pelo que estou lendo e me pede livros emprestados, só não vale virar aquela pessoa chata que lê filósofose teóricos e toma aquilo como verdade absoluta e tenta convencer os outros a virarem comunistas ou anarquistas… Aliás é um gênero que não me interessa filosofia e sociologia eu dispenso, gosto mais de livros que exploram o lado psicológico da personagem, mas que faça a gente descobrir isso sozinho, ixi agora até fiquei confusa no que disse.

Esse prólogo todo para contar que hoje investi 25 dinheirinhos no sebo comprando dois livros:

Um é O Chefão de Mario Puzo, que é a história que deu origem ao filme O Poderoso Chefão; outro é o Renovando Atitudes ditado por Hammed e psicografado por Francisco do Espírito Santo Neto, sim é um livro espírita.

Um eu comprei por que já conhecia o filme de leve, eu estou terminando um (Pinóquio: um livro paralelo) e gosto de engatar um livro em outro daí ele tava lá tinha necessidade de outro livro a capa era interessante comprei (sim eu sou uma pessoa que compra livro pela capa, tenho uma teoria de que livros interessantes tem capas chamativas e bem feitas; por essas e outras que nunca tive interesse em ler crepúsculo; o designer que faz a capa do livro reflete o que pensa – ou deixa de pensar- na capa, porque é impossível fazer uma capa sem nem saber sobre o que se trata, se o livro é banal ele faz uma capa banal/cafona/capa digna de pessoas sem crítica, se é interessante faz uma capa interessante, se é sério faz uma capa mais sóbria,…).

O outro comprei por que ano retrasado, ou passado, estava passando por alguns momentos difíceis e fui buscar ajuda na Comunhão Espírita de Brasília e a moça que me orientou me recomendou esse livro, que na época não comprei, mas se hoje estava lá num preço bacana talvez seja o momento de voltar a me espiritualizar…

Quanto ao meias lembranças no título foi só pra dizer que hoje fiquei bem chateada por ter perdido um colar que ganhei da minha tinha quando fiz quinze anos… Só achei a correntinha, que ficou presa no meu sutiã, mas o pingente sumiu mesmo. Mas melhor ter meia lembrança que não ter lembrança nenhuma:/