Ontem foi o meu aniversário e tive a oportunidade de estar em dois extremos de baladas aqui em Brasília. A primeira  (do 18 para o dia 19) foi a Bluespace, uma boate gay bem conhecida daqui, a segunda (do dia 19 para o dia 20) foi a Hype uma boate não voltada para o público gay. Enquanto uma eu não queria mais sair a outra me dava vontade de chorar de raiva de tão ruim que era.

  • Os preços: enquanto na Bluespace eu gastei 40 reais em entrada, uma smirnoff ice de lata, uma dose de tequila e uma garrafinha de tamanho normal de água. Na Hype eu paguei 30 reais para estar presente lá e só! Nem para sorrir paguei. Eu tive sede, mas me recusei a pagar 4 reais numa garrafa de água de tamanho minúsculo.
  • A fila: odeio infinitamente ir à lugares onde é necessário enfrentar fila, fila não significa balada boa e ponto! Na Bluespace cheguei cedo e peguei uma filinha de 5 pessoas super rápida, na Hype só não enfrentei uma fila de mais de 100 pessoas porque minha amiga era bem cara de pau e furou a fila, do contrário ainda estaríamos lá esperando.
  • As pessoas: na Bluespace elas eram agradáveis, de fato elas vão lá para se divertir e conhecer gente nova. Quando pisavam no meu pé, ou derramavam bebida em mim, logo pediam desculpas e puxavam algum assunto, são pessoas bem malucas mas de certa forma encantadoras. Logicamente tem pessoas bêbadas mas como elas tiveram boa educação a bebida não traz o que elas têm de pior. Na Hype… sem comentários. Uma grosseria sem tamanho, pessoas vomitando no meio da pista, te empurram como se você não estivesse ali, escoram em você pois não se aguentam de bêbadas, meninas agindo e se comportando como se fossem vagabundas, eu posso continuar descascando mas vou terminar essa parte apenas com: eram pessoas extremamente desagradáveis e desnecessárias na vida de qualquer um nesse mundo!
  • A música: taí uma coisinha que a Hype precisa aprender com a Bluespace, contratar djs divertidos! Bluespace ganhou pra sempre meu coração quando tocou Lua de Cristal! O tema da noite era aquecimento para o show dos Backstreet Boys, que vai ter hoje em Brasília. Ou seja, muitas músicas dos anos 90 alternadas com músicas atuais. E, ora veja, sem remixes! Ou seja pude cantá-las sem ou vir um diabo de uma sirene, batidas irritantes e continuamente! Fui para a Hype porque teria show da Gaiola dos Popozudas e alguns djs que tocam funk, porém deu 3 horas da manhã e nada! Fiquei da meia noite  às 3 ouvindo música eletrônica, e se tem uma coisa que deixa broxa e completamente desanimada é música eletrônica e suas facções. E mesmo se eu tivesse ficado mais tempo que isso certeza que ficaria pelo menos mais 1 hora ouvindo essas porcarias.
  • O ambiente: a Bluespace é o triplo do tamanho da Hype, com uma decoração meio duvidosa, porém bacana, três gogoboys, há um segundo andar que contorna a pista ao invés de ser um segundo andar inteiro, teto é bem alto, ou seja não fica abafado e quente, e reza a lenda que ele abre, só que não abriu na noite que eu estava lá. A Hype é o oposto disso pequena, abafada, com degraus (o que eu acho meio perigoso) com aquelas máquinas de fumaça horrorosas,o sinal do celular não funciona,…
  • A pegação: nos dois lugares há muita pegação, porque em boate quase todo mundo vai com o objetivo se sair do zero a zero, independente do gênero. Mas como eu meio que passei dessa fase, ir à uma boate gay me garante que eu posso sair, me divertir e que não vai ter ninguém passando cantadas ruins, pegando meu braço, me enchendo o saco pra ficar comigo sendo que depois de dois segundos nem vai lembrar meu nome, ninguém vai ficar parado que nem um imbecil me olhando dançar funk como se eu estivesse ali dando alguma espécie de show, coisa que eu morro de nojo. Os tipos de caras que vão na Hype são do tipo que não valem a pena para absolutamente nada, nem para manter uma conversa.

O que acontece é que eu estou com 21 anos agora e não saio mais com o objetivo de encontrar um príncipe, até porque nesses lugares só se encontram sapos. Minha realidade na faculdade é diferente da realidade de alguém que faz medicina, direito, engenharias,… Lá realmente existem as diferenças e estou aprendendo meio que na marra a lidar com elas e confesso que o fato de eles terem me apresentado um universo completamente novo do que estava acostumada há um ano atrás só me faz agradecer a toda experiência. É um ambiente que realmente saio pra me divertir, dançar e fazer palhaçadas com minhas amigas, onde eu sou permitida a me divertir… Numa boate gay, mesmo com minha opção sexual ser hétero, eu posso ser eu mesma, fazer a maluca, usar roupas esquisitas e tudo isso sem nenhuma vagabunda me olhando com cara de nojo.